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Um blog sobre GNU, Linux, Open Source, Desenvolvimento e Nerdices em Geral

Firefox no Debian (Revisado para o Firefox 3)

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(Esse post é do ano passado, mas se aplica à instalação do novo Firefox 3)

Muitos usuários do Debian ficaram descontentes quando o Firefox foi retirado da distribuição dando lugar ao Iceweasel. O Iceweasel nada mais é que o Firefox recompilado pelo projeto GNU, sem as marcas e logos comerciais da Mozilla.

Qual é o problema do Iceweasel? Nenhum a meu ver, e teoricamente os plugins do Firefox deveriam funcionar bem nele. Mas na prática não é bem assim, existem extensões que funcionam apenas no Firefox, e existem alguns sites que reconhecem bem o Firefox, o IE e em alguns casos o Opera, mas poucos também checam se o visitante está usando o Iceweasel, o que daria um bonus para o desenvolvedor WEB já que ele teria dois browser “idênticos” apenas com nomes diferentes. Outra coisa que é possível fazer é dar ao Iceweasel uma espécie e identidade falsa para que ele se passe pelo Firefox (veja aqui).

Eu ainda prefiro o Firefox mesmo, mas é apenas por costume, pois o Iceweasel com o user agent alterado faz um ótimo trabalho.

Existem modos bem simples para usar o Firefox no lugar do Iceweasel. E em primeiro lugar é necessário remover o Iceweasel, ou não, até é possível usar os dois ao mesmo tempo, mas eles usam alguns arquivos de configuração em comum, e isso pode gerar dores de cabeça.

Instalar o Firefox nas distribuições que adotaram o Iceweasel, como o Debian, é relativamente fácil. Basta baixar a versão mais atual do Firefox, descompactar o pacote e começar a usar e no máximo criar um ícone para ele no menu. Mas aí podem começar os problemas… Fazer um novo ícone para cada novo usuário, ou para todos os usuários da máquina, ou as atualizações do Firefox que podem não ser realizadas se a o diretório do Firefox não tiver permissões suficientes para isso.

Mas tudo isso é muito fácil de ser resolvido. Basta que, como root, você descompacte o Firefox (se for um tar.bz use o comando ‘tar -xvjf arquivo.tar.bz2) em um diretório que todos terão acesso depois. No meu caso esse diretório é a /usr/local/firefox, nesse lugar fica fácil de lembrar onde ele está já que esse diretório (/usr/local) é feito para instalar softwares extras e em geral sem pacotes para a distribuição. Agora você pode fazer a coisa de dois modos: O primeiro é criar um grupo que pode atualizar o Firefox, já o segundo é permitir que todos o atualizem. A primeira opção é mais segura, mas dependendo do seu número de usuários e da confiança neles (pode ser o micro da família) a segunda opção se torna mais prática.

<update>

Após algumas discussões com uns amigos, que insistiam em dizer que o modo de instalar o Firefox deixando um grupo (ou todos os usuários) com permissão de escrita no diretório /usr/local/firefox é muito parecido com o estilo Windows(r) de trazer facilidades e atrapalhar a segurança, eu resolvi fazer esse update.

Essa parte de criação do grupo ou de dar permissão de escrita para todos os usuários não precisa ser feita, aliás, nem deve ser feita, para atualizar as versões do Firefox utilize o root ou peça para o administrador da máquina fazê-lo. Um bug ou falha do Firefox que permita regravar o binário com alterações e possíveis malwares pode ser explorado de forma muito mais simples se todos os usuários têm permissão de escrita nos arquivos e binários do Firefox.

Pronto, dica de segurança dada, se você quiser deixar seus usuários atualizarem o Firefox faça por sua conta e risco, o InFog já avisou e o Guariní e o Kretcheu devem estar mais contentes agora.

</update>

Bem se você escolheu a primeira opção você precisa criar o grupo de usuários com permissão de atualização do Firefox:

# addgroup atualizafirefox

Agora fazer com que a pasta seja do grupo e que tenha permissão de escrita:

# chgrp atualizafirefox /usr/local/firefox -R

# chmod g+w /usr/local/firefox -R

Isso dará permissão não somente na pasta /usr/local/firefox, mas em todas as pastas e arquivos dentro dela. Agora basta adicionar os usuários ao grupo:

# adduser usuario1 atualizafirefox

# adduser usuario2 atualizafirefox

Caso você opte por todos poderem atualizar basta dar uma permissão mais ampla à pasta:

# chmod o+w /usr/local/firefox -R

Vamos agora adicioná-lo ao menu do Gnome, para isso você vai precisar criar esse arquivo:

/usr/share/applications/firefox.desktop

Com esse conteúdo:

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Navegador Web Firefox
Comment=Navegue pela Web
GenericName=Navegador Web
Exec=/usr/local/firefox/firefox %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=/usr/share/icons/ff.png
Categories=Application;Network;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vn
d.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;i
mage/png
StartupWMClass=Firefox-bin
StartupNotify=true

Caso necessário modifique a codificação de UTF-8 para ISO-8859-1 que é padrão no Brasil. Em Exec vai o executável do Firefox e em Icon o ícone que será mostrado.

Com isso os usuários já cadastrados e também os novos usuários já terão o Firefox no menu Internet (Definido na opção Categories).

Então é isso, agora é só curtir seu Firefox.

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Drops Aptitude 2.0

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Chegamos ao momento de remover pacotes. Se você não sabe do que estou falando eu recomendo que leia os outros textos dessa série de Drops Aptitude, veja nos arquivos do blog.

Agora nós vamos ver como remover os pacotes instalados com o Aptitude, o comando básico é o:

# aptitude remove pacote

Esse comando irá remover o pacote e qualquer dependência dele que não seja utilizada por nenhum outro pacote, é claro que isso só funciona corretamente com pacotes instalados com o Aptitude.

Se você quer impressionar seus amigos e mostrar que você manja tudo de Aptitude você pode usar esse outro comando:

# aptitude install pacote-

Uma observação que deve ser feita aqui é que a remoção do pacote não faz com que os arquivos de configuração sejam removidos também. Por exemplo: Você tem o Apache rodando na máquina e quer removê-lo e remover todo o conteúdo do diretório /etc/apache (diretório com os arquivos de configuração do Apache), nesse caso um simples “remove” não funciona, aqui é necessário usar o “purge”:

# aptitude purge pacote

Ou a forma “Manjo tudo de Aptitude”:

# aptitude install pacote_

Pense bem antes de usar o “purge” porque ele irá remover TUDO!

Nos próximos Drops Aptitude veremos como atualizar pacotes, atualizar o sistema todo, prevenir atualizações em certos pacotes e muito mais!

Então não perca! Assine nosso Feed!

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Drops Aptitude 1.0

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Olá leitores, vamos à mais um Drops Aptitude.

Agora que já sabemos como procurar um pacote e exibir suas informações já podemos começar a instalar certo? Instalar pacotes com o Aptitude é muito simples:

# aptitude install pacote

O que esse comando faz? Ele vai pesquisar pelo pacote, caso exista ele checa as dependências, aí duas coisas podem acontecer:

1º O pacote já tem todas as dependências satisfeitas.

2º O pacote não tem suas dependências satisfeitas.

Caso a primeira alternativa seja válida ele baixa o pacote e faz a instalação. Mas também existe a possibilidade de o pacote não ter suas dependências satisfeitas, nesse caso o processo é o seguinte:

1º Verificar as dependências do pacote, e verificar se elas têm alguma outra dependência (Aqui o processo é o mesmo para cada dependência).

2º Mostrar ao usuário tudo o que será instalado, as dependências e, caso existam, suas dependências.

O processo é sempre esse, imagine que você tem um sistema Debian básico, apenas o modo texto, e você precisa utilizar, por exemplo, o konqueror para navegar na internet, então quando você pedir para instalar o konqueror o aptitude irá verificar todas as suas dependências, as dependências das dependências e irá instalar tudo para você! É claro que ele irá sugerir alguns pacotes que não são necessariamente dependências, mas são sugestões, pacotes que são comumente utilizados junto com o pacote que você está instalado. É verdade que você não precisa instalar essas sugestões, elas não são obrigatórias, basta utilizar a opção -R ou –without-recommends, assim:

# aptitude -R install wesnoth

Uma opção parecida pode ser utilizada caso você queira instalar todas as recomendações:

# aptitude -r install wesnoth

Ou

# aptitude –with-recommends install wesnoth

É claro que é sempre interessante instalar os pacotes junto com os pacotes recomendados, assim você tem mais funcionalidades no software, mas lembre-se que são apenas recomendações, se você não precisa de funcionalidades extras não as instale.

Mas e se o que você precisa é remover um pacote? Ou mesmo remover o pacote e todas suas configurações?

Nos próximos Drops veremos isso.

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